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Saneamento é palavra de ordem da América

Foz do Iguaçu - Investir em saneamento básico é a mensagem que os países americanos irão levar para a Turquia, em março do próximo ano, no V Fórum Mundial das Águas. Ontem foi apresentada a Mensagem de Foz do Iguaçu, documento produzido durante o Fórum de Águas das Américas, evento que reuniu representantes de 37 países em Foz do Iguaçu (Extremo Oeste) em três dias de discussões sobre a gestão dos recursos hídricos no continente.

Promover a inclusão social e a erradicação da pobreza por meio do acesso universal à água potável e ao saneamento básico pautaram a carta, redigida com o apoio de 250 participantes, entre representantes dos governos, organizações não-governamentais e iniciativa privada. Conforme o vice-presidente do Conselho Mundial da Água, o brasileiro Benedito Braga, ''a mensagem fala em usar a água para o desenvolvimento e bem estar social''.

Segundo ele, também foi destacado no documento o uso produtivo da água pela utilização dos potenciais hidrelétricos, irrigação, transporte, turismo e lazer dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável. ''Os itens relacionados na Mensagem de Foz coincidem com a política do governo nacional para a gestão dos recursos hídricos e vai ao encontro dos interesses brasileiros'', assinalou o vice-presidente.

Fortalecer institucionalmente os órgãos gestores de água e a promoção e integração interna e externa da política de recursos hídricos com as demais políticas setoriais, incorporando a proteção, conservação e recuperação ambiental e ações necessárias para a melhoria da disponibilidade de água também são pontos destacados na carta americana.

A Mensagem de Foz propõe ainda a boa regulação de incentivos econômicos para garantir a sustentabilidade hídrica e a promoção de acordos para a gestão de aqíferos e bacias transfronteiriças.

Conforme Braga, o maior desafio nacional ainda é conseguir limpar os rios e investir maciçamente no saneamento básico ôpara termos crianças mais saudáveis e hospitais mais vazios, além de evitar problemas de poluição e com doenças de veiculação hídrica.

Para o holandês Ger Bergkamp, diretor geral do Conselho Mundial da Água, até agora faltava uma visão comum da América sobre a questão da água. ''O Fórum serviu para unir os países sob uma agenda comum de trabalho para buscar dinheiro, realizar capacitações, colocar os planos em prática e obter resultados.''

Outro passo importante, que será dado em Istambul, segundo Bergkamp, será consolidar os resultados obtidos em Foz e conectá-los com a agenda mundial, preparada em nível ministerial para o fórum mundial. ''Uma agenda comum global é o objetivo.''

- A jornalista viajou a convite da organização do evento