| Apenas 4% das obras de esgoto do PAC foram concluídas até o final de 2010 |
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Segundo estudo, 60% das obras já deveriam estar concluídas nesse período

101 obras do PAC fizeram parte do estudo |
O Instituto Trata Brasil, organização da sociedade civil de interesse público que atua na área de saneamento básico, divulgou um estudo sobre o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento na área de saneamento e esgoto. Segundo o estudo, as obras deverão ser finalizadas somente em 2015, se continuarem no ritmo atual. Até agora, apenas 4% dessas obras foram concluídas até o final de 2010.
O acompanhamento é feito sobre uma amostra de 101 obras voltadas a esgotos nos municípios maiores que 500 mil habitantes e que totalizam R$ 2,8 bilhões em investimentos. As informações são obtidas através de consultas e solicitações formais à Caixa Econômica Federal, BNDES, SIAFI, relatórios oficiais do PAC e Ministério das Cidades.
Segundo a pesquisa, "das 101 obras monitoradas, quatro foram concluídas, 22 estão atrasadas e 11 sequer foram iniciadas". Segundo o instituto, os balanços oficiais do PAC previam que 60% das obras estariam concluídas até o final do ano passado.
O estudo mostra também que o número de obras em estágio mais avançado (entre 60% e 99% de execução) aumentou, mas que o número de obras paralisadas duplicou, indo de 15 obras neste estágio em 2009 para 30 em 2010. O maior aumento ocorreu na região Nordeste: das 39 obras na região, seis estavam paralisadas ao final de 2009 e em dezembro de 2010 foram constatadas 16 obras nesta situação.
A região Sudeste apresentou o maior avanço na execução, indo de 31,9% (até 2009) para 57,3% (final de 2010). A região Centro-Oeste, por sua vez, apresentou a menor evolução nas obras (7,9% para 12,9%). Nas 101 obras, o andamento médio saltou de 19,7% ao final de 2009 para 35,3% em 2010.
Segundo Édison Carlos, presidente executivo do instituto "os resultados mostram que a coleta e tratamento dos esgotos tende a ficar melhor nas regiões já melhor atendidas e continuar precária por mais tempo nas regiões mais carentes destes serviços".
"Acelerar estas obras é uma obrigação de todos, em especial das autoridades, uma vez que não cabe mais lamentar a falta de recursos, pois neste caso eles estão disponíveis. Temos, sim, é que nos debruçar sobre os problemas e resolvê-los, sob pena de continuarmos prejudicando o meio ambiente e milhares de brasileiros afetados pelos esgotos", conclui Édison.
Fonte: PINIweb