Login Senha:
   
A especialização como base para o crescimento

O Brasil é um país que, por falta de planejamento - e de visão - de longo prazo, cresce irregularmente da economia. Avança-se em alguns campos, mas sempre se deixam espaços de conhecimento para trás.
Tem sido assim, é difícil crescer de modo uniforme e cadenciado. Acodem-se emergências, tampa-se aqui, destampa-se lá.
No caso do saneamento, esquecido há décadas, repetiu-se a experiência histórica. Quando ocorreu a primeira elevação do volume de verbas para o setor, a radiografia da estrutura do saneamento mostrou que faltavam bons projetos, inovadores e com tecnologia de ponta. E faltavam projetos porque sempre faltaram recursos para fazer projetos. como projetar o que não se sabe se vai ser executado?
Quando acudimos para a feitura de projetos, a correria teve seus aspectos nefastos, porque bons projetos precisam ser maturados. Quando alguns deles maturaram, verificou-se que o país não tinha engenheiros em número suficiente para acudir a demanda incipiente. Por que não havia engenheiros? Simplesmente porque quem ira especializar-se em saneamento se o setor não recebia verbas, estava semiestagnado, acumulando dívidas no abastecimento de água, na coleta e tratamento do lixo, na coleta e tratamento do esgoto?
Nesse quadro, avulta-se o papel da ABES em seu programa de atualização profissional e, principalmente agora, com o MBE que a Politécnica da UFRJ deve iniciar em agosto para especialização de engenheiros na área do saneamento. Nós começamos assim, pela base, a desmontar uma das pernas desse quadro de dificuldades do saneamento, que é a falta de gente formada, com especialização no setor para tocar as obras que vão nos levar à universalização dos serviços, nosso compromisso com a população brasileira.

Fonte: ABES