A Sanepar está usando
uma microcâmera com controle remoto e visão de 360
graus para filmar os esgotos
de Curitiba e identificar ligações clandestinas, focos de
gordura e outros problemas
na rede coletora. As imagens permitem reduzir de até
dois dias para duas horas a
maioria dos consertos feitos
pela equipe de manutenção
da companhia. “Antes, para
encontrar a causa do problema, precisávamos abrir uma
extensão de cem, duzentos
metros, até identificar o local.
Com o vídeo, vamos ao lugar
exato, o que acelera o conserto, diminui gastos e reduz
eventuais transtornos para a
população”, explica o técnico
Davi Cordeiro.
Um software instalado em
um computador portátil grava
as imagens. A Sanepar investiu R$ 405 mil nos equipamentos, que incluem um caminhão de hidrojateamento,
que usa água em alta pressão
para limpar as redes. Usado
há três meses, o Telediagnóstico da Sanepar já gravou
10 quilômetros de rede na
capítal do Paraná. O objetivo é checar 98 dos 5.400 quilômetros da rede nos próximos
dois anos. Até agora, foram
identificadas 100 ligações
clandestinas de esgoto, 60
pontos de acúmulo de gordura e realizados 200 consertos. As irregularidades,
como o lançamento de água
da chuva e gordura na rede,
são informadas à prefeitura,
responsável por notificar e
multar os infratores.
“Quem faz ligações clandestinas ou despeja óleo
de fritura direto na rede, por
exemplo, compromete a eficiência do sistema de tratamento, causa prejuízos materiais e ao meio ambiente”,
afirma a engenheira Kátia
Regina Garcia, que coordena
o trabalho em campo.
Copasa usa novo tipo de tampão
A Copasa está usando um novo tipo de tampão para poços de visita. O novo modelo, além de ser mais leve, facilitando o seu manuseio, tem estrutura articulada, presa num
dos lados, o que dificulta a ação de ladrões. Outro ponto
alto do tampão articulado é o anel antivibração, que melhora a estabilidade do conjunto, reduzindo a ocorrência de
ruídos e vibrações causados pelo assentamento imperfeito
entre tampa e telar.
UFMT barateia reúso de águas servidas
Um sistema de reúso de água criado na UFMT
Universidade Federal de Mato Grosso permite
economia de até 27% e redução da quantidade
de esgoto produzido. A instalação pede apenas
dois reservatórios e uma bomba, segundo informação divulgada no jornal Correio do Brasil. O
custo médio para uma residência é de R$ 1.100.
O equipamento,que aproveita a água de enxágue da máquina de lavar roupas – desprezando a água da primeira lavagem -, foi testado em sete residências. O resultado, apurado
pelo engenheiro Rafael de Paes, foi que a
economia de água ficou entre 8% e 27%. Das
sete casas, três continuaram fazendo o reúso.
De acordo com Rafael, o gasto com as descargas sanitárias é muito alto em uma residência, podendo chegar a 35% do consumo total – em uma
família de seis pessoas, o gasto médio é de 50 litros por pessoa, diariamente. Por outro lado, cerca
de 40% do consumo de uma casa é de água não
potável, ou seja, que poderia ser reutilizada.
O sistema será implantado em 40 residências no
entorno da Lagoa Encantada, no bairro CPA III, em
Cuiabá, com recursos do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, e
deverá começar a funcionar em dois anos.
Obras da Sabesp no litoral
revelam sítios arqueológicos
As obras da Sabesp no litoral norte do estado de São
Paulo estão revelando revelando muitos sítios arqueológicos, especialmente nos
municípios de São Sebastião
e Ilha Bela. O material coletado está sendo encaminhado às autoridades responsáveis. Para proteger o patrimônio cultural, conforme determina legislação do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a
Sabesp convocou gerentes,
gestores, engenheiros e outros técnicos da empresa envolvidos nas obras para uma
palestra do arqueólogo Wagner Bornal.
“A legislação precisa ser
seguida, mas antes de tudo
precisamos ouvir a comunidade, pois quem sabe do patrimônio existente em determinado local é a comunidade. Nossa tarefa é importante, árdua, porém demorada.
Cada mês de trabalho em
campo após a descoberta de
um sítio arqueológico representa cinco meses de relatório”, explicou arqueólogo.