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ABES Informa

Caern retira do esgoto 10t de lixo todo mês

A Caern recolhe mensalmente 10 toneladas de lixo das redes de esgoto de Natal, o que causa inúmeros transtornos à cidade. “Este problema relacionado ao lixo é constatado em todo o país, não sendo exclusividade do Rio Grande do Norte. Hoje observamos que cerca de 70% dos problemas na rede de esgoto derivam do mau uso”, explica Lamarcos Teixeira, gerente da empresa.
Diariamente vão parar nas tubulações dos esgotos objetos como cotonetes, preservativos, absorventes, embalagens plásticas e outros itens

 

Microcâmera da Sanepar filma esgotos

A Sanepar está usando uma microcâmera com controle remoto e visão de 360 graus para filmar os esgotos
de Curitiba e identificar ligações clandestinas, focos de gordura e outros problemas na rede coletora. As imagens permitem reduzir de até dois dias para duas horas a maioria dos consertos feitos pela equipe de manutenção da companhia. “Antes, para encontrar a causa do problema, precisávamos abrir uma extensão de cem, duzentos metros, até identificar o local. Com o vídeo, vamos ao lugar exato, o que acelera o conserto, diminui gastos e reduz eventuais transtornos para a população”, explica o técnico Davi Cordeiro.
Um software instalado em um computador portátil grava as imagens. A Sanepar investiu R$ 405 mil nos equipamentos, que incluem um caminhão de hidrojateamento, que usa água em alta pressão para limpar as redes. Usado há três meses, o Telediagnóstico da Sanepar já gravou 10 quilômetros de rede na capítal do Paraná. O objetivo é checar 98 dos 5.400 quilômetros da rede nos próximos dois anos. Até agora, foram identificadas 100 ligações clandestinas de esgoto, 60 pontos de acúmulo de gordura e realizados 200 consertos. As irregularidades, como o lançamento de água da chuva e gordura na rede, são informadas à prefeitura, responsável por notificar e multar os infratores.
“Quem faz ligações clandestinas ou despeja óleo de fritura direto na rede, por exemplo, compromete a eficiência do sistema de tratamento, causa prejuízos materiais e ao meio ambiente”, afirma a engenheira Kátia Regina Garcia, que coordena o trabalho em campo.

 

Copasa usa novo tipo de tampão

A Copasa está usando um novo tipo de tampão para poços de visita. O novo modelo, além de ser mais leve, facilitando o seu manuseio, tem estrutura articulada, presa num dos lados, o que dificulta a ação de ladrões. Outro ponto alto do tampão articulado é o anel antivibração, que melhora a estabilidade do conjunto, reduzindo a ocorrência de ruídos e vibrações causados pelo assentamento imperfeito entre tampa e telar.

 

UFMT barateia reúso de águas servidas


Um sistema de reúso de água criado na UFMT Universidade Federal de Mato Grosso permite economia de até 27% e redução da quantidade de esgoto produzido. A instalação pede apenas dois reservatórios e uma bomba, segundo informação divulgada no jornal Correio do Brasil. O custo médio para uma residência é de R$ 1.100.
O equipamento,que aproveita a água de enxágue da máquina de lavar roupas – desprezando a água da primeira lavagem -, foi testado em sete residências. O resultado, apurado pelo engenheiro Rafael de Paes, foi que a economia de água ficou entre 8% e 27%. Das sete casas, três continuaram fazendo o reúso.
De acordo com Rafael, o gasto com as descargas sanitárias é muito alto em uma residência, podendo chegar a 35% do consumo total – em uma família de seis pessoas, o gasto médio é de 50 litros por pessoa, diariamente. Por outro lado, cerca de 40% do consumo de uma casa é de água não potável, ou seja, que poderia ser reutilizada.
O sistema será implantado em 40 residências no entorno da Lagoa Encantada, no bairro CPA III, em Cuiabá, com recursos do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, e deverá começar a funcionar em dois anos.

 

Obras da Sabesp no litoral revelam sítios arqueológicos


As obras da Sabesp no litoral norte do estado de São Paulo estão revelando revelando muitos sítios arqueológicos, especialmente nos municípios de São Sebastião e Ilha Bela. O material coletado está sendo encaminhado às autoridades responsáveis. Para proteger o patrimônio cultural, conforme determina legislação do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Sabesp convocou gerentes, gestores, engenheiros e outros técnicos da empresa envolvidos nas obras para uma palestra do arqueólogo Wagner Bornal.
“A legislação precisa ser seguida, mas antes de tudo precisamos ouvir a comunidade, pois quem sabe do patrimônio existente em determinado local é a comunidade. Nossa tarefa é importante, árdua, porém demorada. Cada mês de trabalho em campo após a descoberta de um sítio arqueológico representa cinco meses de relatório”, explicou arqueólogo.

Fonte: ABES