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Relatório do Projeto Trata Brasil na Comunidade revela dados inéditos sobre melhorias trazidas pelo saneamento básico
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Em 2008, quando foi selecionada para receber recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a comunidade de Vila Dique, em Porto Alegre, não contava com infraestrutura adequada de saneamento: 90% do esgoto gerado por seus moradores eram descartados em um córrego da região. Era cena comum ver as crianças pisando e brincando no esgoto a céu aberto, bem como era alto o número de crianças que precisavam faltar às aulas para ir ao posto de saúde por conta das diarreias causadas pelos esgoto.

Três anos depois, em 2011, já com grande parte das famílias transferidas para novas habitações, a população passou a ter garantido o seu direito aos serviços de saneamento básico, sobretudo água encanada e rede de esgoto.

O Instituto Trata Brasil desenvolveu então nesta comunidade seu projeto piloto "Trata Brasil na Comunidade" fazendo uma pesquisa de campo em dois momentos distintos, 2008 e 2011, e que levantou dados comparativos sobre momentos distintos na saúde, educação, renda e qualidade de vida.

O estudo de campo releva que, com a chegada das novas habitações e os serviços de saneamento básico, a qualidade de vida melhorou e muito: houve diminuição das hospitalizações e da ocorrência de doenças decorrentes da água contaminada e pelos esgotos, como hepatite A, diarréias, leptospirose, etc. A autoestima da população aumentou, assim como a esperança num futuro melhor. 96% dos moradores atribuíram nota 10 à expectativa de satisfação nos próximos cinco anos.

A relação entre a falta de saneamento básico e a ocorrência de doenças foi mais uma vez confirmada no estudo. Em 2008, 67% dos moradores relatavam que havia muitas doenças no bairro. Em 2011, a ocorrência de doenças caiu pela metade, de 19% para 8%. As hospitalizações também diminuíram nos últimos anos, passando de 83 para 23 casos.

A conquista do trabalho com carteira assinada foi outra melhoria apontada pela população da Vila Dique passando de 33% em 2008 para 50% em 2011, com conseqüente diminuição do número de pessoas que trabalham como autônomos, que caiu de 57% para 46%.

Para Édison Carlos, Presidente do Instituto Trata Brasil, os resultados da pesquisa de campo confirmam os benefícios da expansão do saneamento básico: "Neste projeto piloto ficou evidente que uma comunidade, ao ganhar acesso aos serviços básicos de saneamento básico, afasta as doenças e também ganha em qualidade de vida, educação e renda. O resultado comprova que a expansão do saneamento é investimento e não custo, pois a Prefeitura economizará em futuros gastos com saúde nesta comunidade".

O projeto foi desenvolvido pelo Trata Brasil em parceria com o Departamento de habitação da Prefeitura de Porto Alegre - DMHAB, com a empresa de água e esgotos local DMAE, Pastoral da Criança e Associação Brasileira dos
Engenheiros Sanitaristas do Rio Grande do Sul (ABES-RS). Contou também com o apoio das lideranças e do Posto de Saúde da comunidade, além do Dr. Carlos Graeff, parasitologista da PUC-RS e embaixador do Trata Brasil.

Fonte: Trata Brasil